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Funcionários públicos de Quatis ganham reajuste de 9%

Após manifestação realizada na manhã desta quarta por funcionários da área da Educação, a prefeitura de Quatis anunciou no fim da tarde, que todos os servidores públicos do município ganharão um aumento salarial de 9%. Eles reivindicavam um aumento de 30%, o pagamento de 40% do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) para funcionários, entre outros benefícios.

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– Após ouvirmos a proposta do prefeito realizamos uma assembleia e decidimos acabar com a greve. O governo atendeu as nossas reinvindicações e estamos satisfeitos, por isso não vamos seguir com a paralisação – falou o diretor de funcionários do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação/RJ, Núcleo Porto Real e Quatis), Ernane Moraes.

 

Além do reajuste, uma nova reunião para discutir outras reivindicações está prevista para acontecer no dia 19 de maio. Em relação à paralisação feita nesta quarta-feira, ficou acordado que o dia de trabalho não será descontado dos funcionários.

Antes do acordo, cerca de 50 funcionários da área da educação realizaram um protesto nas ruas de Quatis. Com cartazes em mãos, blusa preta e gritando palavras de ordem, eles caminharam da Praça do Centro até a sede da prefeitura, onde apresentaram a pauta com as reinvindicações para o prefeito Bruno de Souza (PR) e a secretária de Educação Alessandra Almeida.

 

Com 15 itens, os servidores solicitavam além do aumento salarial de 30% e do pagamento de 40% do Fundeb, a atualização no Plano de Carreira Unificado para professores e funcionários; plano de saúde e odontológico; cartão de alimentação no valor de 25% do salário mínimo; além de melhoria nas condições de trabalho e a contratação de funcionários, já que há falta de professores e funcionários nas escolas da rede municipal, segundo eles.

– A greve é um momento crítico, que só convocamos quando não tem mais jeito. Os funcionários estão trabalhando sem condições. Não tem o material básico para dar aula e com um salário muito baixo. Então é importante estarmos lutando pelo direito deles – destacou o coordenador regional do Sepe Central, Adriano Santos.

Fim do assédio moral

Entre as muitas reinvindicações, os funcionários públicos também pediam o fim do assédio moral nas escolas. Segundo a diretora de comunicação do Sepe, Eliete Viana, isso vem acontecendo com muita frequência nas instituições e na sua maioria é feito pelas próprias diretoras das unidades escolares.

 

– As diretoras ameaçam os professores. Não aceitam atestados médicos, não importa se o funcionário está doente, ele é obrigado a ir trabalhar. E sem contar que elas andam criticando e falando o que deve ser feito dentro de sala de aula. Muitas professoras já vieram reclamar aqui na prefeitura e nada foi feito – revelou.
Sobre essa questão, ficou definido que deve ser criada uma comissão que ficará responsável por investigar os casos de assédio.
FONTE: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/15,87919,Professores-da-rede-municipal-de-Quatis-est%E3o-em-greve.html#mais#ixzz2yUPNv6wO

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