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Usuários de ônibus não andam satisfeitos com os preços cobrados

SUL FLUMINENSE

O que o povo quer é respeito. Assim foi aberta uma das inúmeras matérias escritas sobre o mesmo tema, ao longo desta semana cheia de manifestações pelo país e que começou em razão do aumento nas passagens de ônibus, considerado abusivo pela população.

passagem de onibus

Algumas cidades da região já se posicionaram e reduziram ou reverteram os aumentos. Levando-se em conta os subsídios que as empresas de transporte municipal e intermunicipal já contam, como desoneração da folha de pagamento; eliminação do Pis/Cofins; redução para zero da Cide sobre diesel; redução da tarifa de energia elétrica; IPI zero para ônibus e redução de custo para financiamento da aquisição de ônibus, seria razoável que todas as empresas fizessem de fato uma revisão em suas tarifas.
Os percentuais de aumento anual das passagens para veículos intermunicipais ainda está sendo avaliado, pois a autorização do aumento pelo DETRO foi de até 5,53%.

Em Volta a situação não é diferente e o alto preço das passagens para outros municípios é motivo de reclamação de muitos passageiros. Alguns precisam se locomover diariamente ou periodicamente para cidades vizinhas e as despesas acabam comprometendo orçamento mensal da família. Apesar de a maioria das empresas que operam a partir da Cidade do Aço terem reduzido as tarifas, o valor ainda é considerado salgado pelos usuários.

Uma das linhas que mais têm saída do Terminal Rodoviário Francisco Torres é para Barra do Piraí, distante cerca de 35 quilômetros. Explorada pela Viação Aparecida, a tarifa para o município vizinho custava R$ 8,70 e, em função dos protestos ocorridos na última semana, foi reduzida para R$ 8,20.

Resende é outra cidade da região que registra um grande número de passageiros que parte de Volta Redonda. Para ir à cidade da região das Agulhas Negra, a Viação Resendense cobra hoje R$ 9,45 (o preço anterior era R$ 10) para percorrer cerca de 60 quilômetros.

Outro destino preferido dos voltarredondenses é Angra dos Reis. A cidade da Costa Verde fica a 110 quilômetros de distância. Para percorrer esse trajeto, a Viação Colitur cobrava R$ 31,80 e, após redução, o preço da tarifa está em R$ 30,25.

Apesar da redução anunciada pelas empresas, passageiros criticam o alto valor das tarifas. É o caso do autônomo Vander Luis Barbosa, de 39 anos. Ele se desloca pelo menos três vezes por semana a Barra do Piraí e sempre mostrou indignação com o valor da passagem.

“Se não fosse esse movimento, não tinham baixado o preço, mas mesmo assim considero alto. No fim do mês o que gasto com passagem pesa no meu orçamento. Com pressão eles baixaram, então acho que com um pouco mais de boa vontade com certeza poderia cair mais o preço”, avalia.

Luis Fernando Baltazar dos Santos, 33 anos, trabalha em Angra dos Reis e costuma passar os finais de semana em Volta Redonda. Ele admite que, se o preço da passagem fosse menor, ele poderia investir o dinheiro que sobraria em benefício de sua família.

“Pagar mais de trinta reais é brincadeira. Fica apertado demais pra mim. Se eles quiserem, podem diminuir mais. Com essa economia, eu poderia investir na minha casa, melhorar as condições da família”, afirma.

O metalúrgico Luis César Alves de Oliveira, de 29 anos, é mais radical e não poupa os donos de empresas. “Se com essas manifestações eles baixaram os preços, é porque tem dinheiro sobrando. O problema é que eles não estão preocupados com os passageiros, estão preocupados é com os altos lucros. Só pensam em aumentar a arrecadação, o pobre do passageiro que se exploda. Infelizmente isso acontece em todo o Brasil, não é só aqui na nossa região”, lamenta.

ANGRA DOS REIS

Para o usuário percorrer os 91 quilômetros que separam o Centro de Angra dos Reis de Paraty é necessário pagar a quantia de R$ 9,50. Caso o usuário queira pegar essa condução e fazer o trajeto de 50 quilômetros até a Vila Residencial de Mambucaba, ele pagará a tarifa de R$4,75. Claro que os usuários não estão gostando nada destes preços altos, cobrados pela empresa Colitur, responsável pelo transporte intermunicipal.

Marli Souza tem 45 anos e mora no Parque Mambucaba, que fica distante do Centro da cidade cerca de 47 quilômetros. Ela falou que para fazer o mesmo trajeto com um ônibus da Viação Senhor do Bonfim e paga a tarifa de R$2,90. “Não entendo porque é diferente se na realidade o trajeto é o mesmo. Será que é porque a Colitur vai para Paraty que o preço é mais caro?”, perguntou.

Vilma Lima, de 38 anos,  também reclamou do preço para Paraty. “Acho que R$ 9,50 é muito caro para sair de Angra dos Reis e ir a Paraty. Na baldeação eu chego a pagar R$ 4,50 a menos e faço o mesmo trajeto. Acho que essa empresa não está se preocupando com população, que nem sempre tem todo esse dinheiro”, disse.

Por telefone, a equipe de reportagem do jornal A VOZ DA CIDADE falou com um funcionário da empresa, que não quis se identificar, mas, presta serviços para essa firma no polo de Angra dos Reis. Ele disse que irá passar as queixas dos usuários para a sede da empresa.

RESENDE/ITATIAIA

Em Resende e Itatiaia o volume de passageiros das linhas intermunicipais só faz crescer anualmente, na medida em que conquistam novas oportunidades de trabalho e ensino fora de suas cidades de origem. Em média, os gastos mensais variam de R$ 120 a R$ 400, conforme o itinerário, já contabilizando o impacto da redução exigida pelo governo federal através de decreto na semana passada.

De acordo com o Departamento de Transportes Rodoviários do Rio de Janeiro (Detro), desde o dia 26 todas as empresas do sistema intermunicipal foram obrigadas a baixar suas tarifas. A redução ficou assegurada pelo Decreto nº 44.266 de 21 de junho, que revoga o reajuste de 5,53% concedido em dezembro de 2012 e que vigorava desde janeiro de 2013. Pela nova regulamentação, 1.150 linhas intermunicipais de ônibus em todo o estado têm de se adequar ao reajuste e aquelas que infringirem, poderão ser denunciadas pelos usuários ao Detro.

Na cidade de Resende os usuários utilizam em sua maioria os coletivos da Viação Resendense, pois boa parte dos moradores trabalha e/ou estuda em Barra Mansa ou Volta Redonda. De Resende a Volta Redonda são 45,9 quilômetros de distância com tempo estimado de viagem em aproximadamente 45 minutos com a tarifa de R$ 9,45, já de Resende para Barra Mansa são 30,79 quilômetros de distância, tempo estimado de 35 minutos de viagem e a tarifa é de R$ 7,60. Existem ainda aqueles que trabalham em localidades mais próximas, como Floriano, Quatis, Porto Real e Itatiaia, que também enfrentam tarifas consideradas altas mesmo com a redução.

De Resende a Floriano, por exemplo, são 18 quilômetros de distância e tempo de 18 minutos com tarifa de R$ 3,70. No trajeto Resende x Quatis são 19,8 quilômetros de distância, com tempo de viagem de aproximadamente 23 minutos e uma tarifa de R$ 5,20. Na viagem Resende x Porto Real, são quase 17,2 quilômetros e viagem de 20 minutos em média, com tarifa de R$ 4,50.

No caso de Itatiaia, o preço praticado na tarifa é R$ 2,90, no percurso de 16 quilômetros e somente 15 minutos de viagem. Outra localidade com muitos trabalhadores de Resende é Penedo, bairro de Itatiaia, distante 10,3 quilômetros e cerca de 10 minutos de viagem, mas com tarifa de R$ 3,05.

Em relação aos usuários residentes em Itatiaia, o trajeto mais comum é a viagem até Resende, onde boa parte dos estudantes está matriculada na rede de ensino ou ocupando cargos em postos de trabalho. Na viagem ao município a tarifa que era de R$ 3,05 baixou para R$ 2,90, ainda assim aquém do que os moradores buscavam. “É uma vergonha o preço que pagamos nesse itinerário tão curto”, comenta a dona de casa Maria Isolda, 32. Na viagem até Volta Redonda, onde centenas de moradores desempenham suas atividades, a tarifa é de R$ 12,20 e na cidade vizinha de Barra Mansa, R$ 10,30. Para os usuários, que utilizam o terminal da Rua Pintor Nunes de Paula, no Centro, diariamente os preços são excessivos e o serviço deveria ter melhor qualidade.

PORTO REAL/QUATIS

As lideranças do movimento contra os altos preços das passagens contestaram na tarde de quarta-feira os preços abusivos que vem sendo cobrados nos município de Quatis e Porto Real. Os manifestantes acreditam que as taxas praticadas pela Viação Falcão são exorbitantes.

Os valores exatos das passagens de ônibus praticadas em Quatis e região antes da alteração realizada em Janeiro/2013.

Fonte: http://www.avozdacidade.com/ipad/page/artigos_interna.asp?cod=26965&categoria=1

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